terça-feira, 18 de outubro de 2011
Reinventar e repensar as práticas públicas
Como morador do Rio de Janeiro – carioca por opção!! – desejo viver em uma cidade mais inteligente e isso implica em uma mudança de parâmetros, paradigmas e referências políticas. É necessário reinventar e repensar as práticas públicas, recriar e reciclar espaços urbanos, revitalizar áreas e geografias esquecidas da nossa Guanabara, reavivar a criatividade da Cidade e de seus habitadores.
Além disso, precisamos de uma “economia criativa”!
Vocação criativa o Rio de Janeiro tem de sobra, mas não basta vocação, é preciso mais que isso! A atual Prefeitura, assim como a Câmara de Vereadores, não pensam o Rio de Janeiro de modo estratégico, com planos de longo prazo e que transcendam a imediatidade dos mandatos. Eles, de modo geral, se interessam pela Cidade apenas de modo contingencial, utilitário, assistencialista e eleitoreiro.
Entretanto, apesar das mazelas políticas atuais, nossa cidade apresenta um perfil artístico muito sedutor e é dotada de uma infra-estrutura cultural e de lazer que, se bem pensadas, ensejam articulações interessantes e efetivas entre os diversos setores que compõem a economia criativa.
Uma política séria e responsável deve ser capaz, portanto, de incitar e induzir a sociedade carioca a refletir e agir, criando ambientes que possam despertar a imaginação, a inventividade, a diversidade, a tolerância, a liberdade econômica e o espírito empreendedor. Neste sentido, precisamos influenciar e interagir com os espaços e transformações urbanas de modo inteligente, combinando atividades artísticas, as indústrias culturais, o poder público e os agentes econômicos, produzindo ebulição cultural, o que desenvolve, atrai e retém talentos e investimentos, incrementa a diversidade social, expande a oferta de empregos e gera maior engajamento, pois faz germinar nos residentes a sensação de pertencimento.
É fundamental redesenhar processos organizacionais para que mudanças positivas e sustentáveis de fato aconteçam na cidade do Rio de Janeiro. Cabe lembrar que uma cidade mais inteligente, que tenha como diretriz a consolidação das indústrias criativas, apresenta robusta capacidade de atração de turistas, bem como estimula o potencial criativo de empresas e, assim, contribui significativamente para o desenvolvimento da cidade e da qualidade de vida de seus moradores.
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